Há alguns poucos dias, estive em Penedo/AL para participar da Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental, que vem ocorrendo com certa regularidade no contexto do Festival de Cinema Universitário de Alagoas. Em 2015, o referido festival completou cinco anos e uma vez recebido o convite para debater os filmes"Da água ao concreto" e "A lei da água" na tarde do dia 4 de novembro, simplesmente não pude deixar passar essa oportunidade de romper meus frequentes silêncios.
De fato, considero-me uma pessoa bastante silenciosa, dado que sou mais propenso a ouvir do que a falar. Contudo, estou consciente da importância de rompermos diante do desafio de construirmos uma vida digna e, nesse sentido, ressalte-se as questões socioambientais que afetam a nossa qualidade de vida como urgentes e merecedoras da nossa atenção. Foi mais ou menos esse o recado que passei para a plateia que participou do debate após a exibição dos filmes citados.
Além disso, tentei tratar do momento político que o país vive, pois vejo claramente uma relação entre a crise política que vivenciamos e alguns retrocessos legais que têm sido aprovados pelo Congresso como a própria reformulação do Código Florestal, tema tão bem retratado pelo filme "A lei da água".
No mais, sobre essa mesa de debate destaco a valiosa contribuição do sr. Alexandre Delgado, engenheiro de pesca, que debateu comigo as questões levantadas pelos participantes da mostra, bem como a brilhante e gentil mediação do processo realizada pelo prof. Cláudio Sampaio.
Obrigado a todos!
| Plateia formada por estudantes da cidade de Penedo/AL. Fonte: Ana Paula Pontes, 2015. |
| Cena de um dos filmes exibidos. Fonte: Ana Paula Pontes, 2015. |
| Da esquerda para a direita, Alexandre Delgado, Cláudio Sampaio, Carlos Correia e o tradutor de libras Carlos. Fonte: Ana Paula Pontes, 2015. |
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