sábado, 22 de novembro de 2014
TCU aponta superfaturamento em obras da transposição do São Francisco
O TCU (Tribunal de Contas da União) julgou nesta quarta-feira (19) um processo que aponta superfaturamento de R$ 42 milhões em trechos de obras complementares à transposição do Rio São Francisco.
Leia mais aqui.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Cinema ambiental às margens do São Francisco
![]() |
| Fonte: UFAL, 2014. |
As sessões foram realizadas nos últimos dias 18 e 19 no Teatro Sete de Setembro, em Penedo
O Teatro Sete de Setembro, localizado no centro histórico de Penedo, recebeu 340 jovens para assistirem à Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental nas tardes das últimas terça(18) e quarta-feira (19). Realizada por meio da parceria com o Comitê da Bacia do Rio São Francisco (CBHSF), a atividade teve como objetivo relacionar os enredos dos filmes com temas e problemas do contexto socioambiental do Rio São Francisco.
Durante as sessões, os jovens tiveram a oportunidade de refletir acerca das histórias narradas em seis curtas-metragens: Fogo Ardente, Água Corrente; De Olho na Água!; Entre Rios; Ritos de Rios e Ruas, Desafogando a Água; e Pauliceia Canta, TY-ETÊ. Após a exibição dos filmes no primeiro dia, o presidente do Museu Ambiental do Velho Chico e conselheiro do CBHSF, Jackson Borges, e o secretário executivo do Comitê, Maciel Oliveira, conversaram com os 170 alunos presentes sobre o impacto das ações humanas na história e vida do Rio São Francisco.
“O Rio São Francisco está passando por um processo de degradação talvez inédito em sua história. Há comodismo da parte da população ribeirinha e descaso dos governantes diante da atual situação que o Velho Chico está passando. O que é feito para contribuir com a ida dele?”, indagou Borges.
Em seguida, os alunos das Escolas Municipais Barão de Penedo, Irmã Jolenta, Manoel Soares e Santa Luzia fizeram perguntas ao presidente do Museu acerca dos impactos socioambientais e do que pode ser feito para revitalizar o Velho Chico.
O estudante Alessandro Santos, 14, enxerga a importância do rio para a população ribeirinha. “A gente depende do Rio São Francisco, que beira nossa cidade. É difícil ver a situação dele hoje, ver que as pessoas poluem e não fazem nada para a revitalização. Meus avós falavam que antigamente navios ancoravam aqui, como o navio Comendador Peixoto. Hoje, até as balsas encalham”.
No segundo dia, outros 170 estudantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e das Escolas Municipais Irmã Jolenta, Manoel Soares, Santa Luzia e Barão de Penedo participaram do debate com Ewerton Vieira, biólogo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e Carlos Correia, biólogo do Museu de História Natural da Ufal.
Acervo do Museu Ambiental do Velho Chico chega a Maceió
Entre 23 e 28 de novembro, o Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, receberá o 16º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (Encob), que nesta edição, vem com o tema “O Comitê de Bacia Hidrográfica como Articulador Político das Águas”.
Durante o evento, além de conferir uma programação diversa, o público poderá visitar a exposição itinerante do Museu Ambiental do Velho Chico, localizado em Pão de Açúcar, interior de Alagoas.
Fonte: http://evento.ufal.br/cinema/?p=705. Acesso em: 21 nov. 2014.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Manifesto de rearticulação da REAAL: Rumo ao VIII FBEA
Nós, parte dos educadores ambientais de Alagoas, organizados em torno do
Núcleo de Educação Ambiental de União dos Palmares/AL nos reunimos no Auditório
da Secretaria Municipal de Educação, localizada na Praça Basiliano Sarmento,
S/N, Centro, União dos Palmares/AL, neste dia 23 de outubro de 2014 para
pensarmos em como contribuir com a rearticulação da Rede de Educação Ambiental
de Alagoas – REAAL.
Dentre as questões
levantadas pelo nosso coletivo, as proeminentes foram: Em qual plataforma a
REAAL está situada atualmente? Quem está com a facilitação da rede? Como tem
sido a atuação da REAAL nos últimos anos? Essas são algumas das questões sobre
a REAAL para as quais não conseguimos obter respostas, mesmo sendo um dos coletivos
de educadores ambientais mais atuantes de Alagoas.
Em tempos de
conectividades múltiplas, a REAAL anda, de fato, desconectada. Para boa parte dos
educadores ambientais de Alagoas, e aqui nós nos incluímos, não tem chegado
nenhum informe da atuação da REAAL. Da forma como está, a REAAL mais parece um
“bem” particular de quem recolheu os endereços eletrônicos para formar a lista
inicial de discussão, caminho pelo qual a REAAL veio ao mundo em 2006 e de onde
nunca passou. Não podemos concordar com esta configuração engessada da rede.
Outras perspectivas inauguradas
pelas interfaces criadas por diferentes grupos de educadores ambientais nas
redes sociais são muito mais atraentes do que o silêncio inoperante da REAAL
que ouvimos hoje. Inspira-nos, por exemplo, o termo “2.0”, que tem sido
comumente usado para designar uma segunda geração de comunidades e sites da
Internet que adotam o conceito da "Web como
plataforma" ao se basearem em espaços virtuais que privilegiam as wikis,
as redes sociais e as novas tecnologias da informação.
Nesse sentido, estamos propondo,
enquanto coletivo de educadores ambientais, uma segunda geração da Rede de
Educação Ambiental de Alagoas - REAAL inspirada no conceito “2.0”, isto é,
uma rede muito mais colaborativa, aberta a inovações e à criatividade de seus
membros. Para tanto, lançaremos mão da rede social Facebook [https://www.facebook.com/groups/reaal2/] como
plataforma de interação, dos serviços do Blogger
[www.reaal2.blogspot.com.br] como
plataforma de registro e dos recursos do Gmail
[reaal2.0@gmail.com] como plataforma de
correspondência interna e externa.
No campo dos princípios, desejamos
uma REAAL atuante nos cenários da educação ambiental local e global, atuação
tal guiada pelo signo das recomendações do Tratado
de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global,
a saber[1]:
§ A educação é um direito de todos; somos
todos aprendizes e educadores.
§ A educação ambiental deve ter como base o
pensamento crítico e inovador, em qualquer tempo ou lugar, em seus modos
formal, não-formal e informal, promovendo a transformação e a construção da
sociedade.
§ A educação ambiental é individual e
coletiva. Tem o propósito de formar cidadãos com consciência local e
planetária, que respeitem a autodeterminação dos povos e a soberania das
nações.
§ A educação ambiental não é neutra, mas
ideológica. É um ato político.
§ A educação ambiental deve envolver uma
perspectiva holística, enfocando a relação entre o ser humano, a natureza e o
universo de forma interdisciplinar.
§ A educação ambiental deve estimular a
solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos, valendo-se de
estratégias democráticas e da interação entre as culturas.
§ A educação ambiental deve tratar as
questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva
sistêmica, em seu contexto social e histórico. Aspectos primordiais
relacionados ao desenvolvimento e ao meio ambiente, tais como população, saúde,
paz, direitos humanos, democracia, fome, degradação da flora e fauna, devem ser
abordados dessa maneira.
§A educação ambiental deve facilitar a
cooperação mútua e equitativa nos processos de decisão, em todos os níveis e
etapas.
§ A educação ambiental deve recuperar,
reconhecer, respeitar, refletir e utilizar a história indígena e culturas
locais, assim como promover a diversidade cultural, linguística e ecológica.
Isto implica uma visão da história dos povos nativos para modificar os enfoques
etnocêntricos, além de estimular a educação bilíngue.
§ A educação ambiental deve estimular e
potencializar o poder das diversas populações, promovendo oportunidades para as
mudanças democráticas de base que estimulem os setores populares da sociedade.
Isto implica que as comunidades devem retomar a condução de seus próprios
destinos.
§ A educação ambiental valoriza as
diferentes formas de conhecimento. Este é diversificado, acumulado e produzido
socialmente, não devendo ser patenteado ou monopolizado.
§ A educação ambiental deve ser planejada
para capacitar as pessoas a trabalharem conflitos de maneira justa e humana.
§ A educação ambiental deve promover a
cooperação e do diálogo entre indivíduos e instituições, com a finalidade de
criar novos modo de vida, baseados em atender às necessidades básicas de todos,
sem distinções étnicas, físicas, de gênero, idade, religião ou classe.
§ A educação ambiental requer a
democratização dos meios de comunicação de massa e seu comprometimento com os
interesses de todos os setores da sociedade.
§ A comunicação é um direito inalienável e
os meios de comunicação de massa devem ser transformados em um canal
privilegiado de educação, não somente disseminado informações em bases
igualitárias, mas também promovendo intercâmbio de experiências, métodos e
valores.
§ A educação ambiental deve integrar
conhecimentos, aptidões, valores, atitudes e ações. Deve converter cada
oportunidade em experiências educativas de sociedades sustentáveis.
§ A educação ambiental deve ajudar a
desenvolver uma consciência ética sobre todas as formas de vida com as quais
compartilhamos este planeta, respeitar seus ciclos vitais e impor limites à
exploração dessas formas de vida pelos seres humanos.
§
No campo do fazer, temos
conhecimento do processo de construção
do VIII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental – FBEA e queremos nos
comprometer com o mesmo desde já. O evento, que acontecerá em Belém, entre os
dias 3 e 6 de dezembro deste ano, tem potencial para ser um espaço privilegiado
para discussões e avanços no campo da educação ambiental em geral e das
estruturas das redes em particular, como é o nosso caso de rearticulação da
REAAL. Dessa forma, indicamos o nome de MARIA BETÂNIA DA SILVA ALMEIDA, como
representante de nossa rede para integrar a malha de redes que está dando
suporte à construção do VIII FBEA.
Para
o VIII FBEA, pensamos em encaminhar alguns trabalhos que atribuam visibilidade
às trajetórias em educação ambiental que temos percorrido no contexto de nosso
coletivo de educadores, como projetos de formação continuada em parceria com
universidades, projetos de intervenção na comunidade, espaços de referência em
educação ambiental como a Sala Verde Serrana dos Quilombos, o Projeto Educando
com a Horta Escolar e Gastronomia, experiências de Educação para a
Convivência com a Zona da Mata, a
construção de Espaços Educadores Sustentáveis, dentre outras vivências.
Finalmente, os educadores ambientais
abaixo-assinados reivindicam para o Núcleo de Educação Ambiental de União dos
Palmares a facilitação da Rede de Educação Ambiental de Alagoas -
REAAL e declaram-se
de acordo com os pontos acima, subscrevendo-os.
União dos Palmares, AL, 23 de outubro de
2014.
Nome / Cidade / E-mail
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
[1] O texto que segue é uma
transcrição literal de parte do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades
Sustentáveis e Responsabilidade Global. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/educacaoambiental/tratado.pdf>. Acesso em: 15 dez.
2013.
Assinar:
Comentários (Atom)






